Aquela era uma noite de muito vento,
onde as chuvas de março inundaram o beco.
Fez-se a lama no desconforto das casas pobres, de tanto varrer,
seus braços já cediam à dor de levantar a pá cheia de lodo para fora de sua calçada.
A dificuldade de definir onde terminava a calçada,
não trazia consolo para o desalento de limpar o que está sempre sujo.
Cansou de refletir sobre sua condição e voltou-se ao fluxo irracional, reagindo aos desastres,
e tocando em frente a lama.
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